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Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio)

Sem-Título-4-32

A lei nº  13.576, de 2017 dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e dá outras providências.

Fica instituída a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), parte integrante da política energética nacional de que trata o art. 1o da Lei no 9.478, de 6 de agosto de 1997, com os seguintes objetivos:/p

I -Contribuir para o atendimento aos compromissos do País no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima;/p

II – contribuir com a adequada relação de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção, na comercialização e no uso de biocombustíveis, inclusive com mecanismos de avaliação de ciclo de vida;/p

III – promover a adequada expansão da produção e do uso de biocombustíveis na matriz energética nacional, com ênfase na regularidade do abastecimento de combustíveis; e/p

IV – contribuir com previsibilidade para a participação competitiva dos diversos biocombustíveis no mercado nacional de combustíveis.

São fundamentos da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio):/p

I – a contribuição dos biocombustíveis para a segurança do abastecimento nacional de combustíveis, da preservação ambiental e para a promoção do desenvolvimento e da inclusão econômica e social;/p

II – a promoção da livre concorrência no mercado de biocombustíveis;/p

III – a importância da agregação de valor à biomassa brasileira; e/p

IV – o papel estratégico dos biocombustíveis na matriz energética nacional.

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), composta por ações, atividades, projetos e programas, deverá viabilizar oferta de energia cada vez mais sustentável, competitiva e segura, observados os seguintes princípios:/p

I – previsibilidade para a participação dos biocombustíveis, com ênfase na sustentabilidade da indústria de biocombustíveis e na segurança do abastecimento;/p

II – proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta de produtos;/p

III – eficácia dos biocombustíveis em contribuir para a mitigação efetiva de emissões de gases causadores do efeito estufa e de poluentes locais;/p

IV – potencial de contribuição do mercado de biocombustíveis para a geração de emprego e de renda e para o desenvolvimento regional, bem como para a promoção de cadeias de valor relacionadas à bioeconomia sustentável;/p

V – avanço da eficiência energética, com o uso de biocombustíveis em veículos, em máquinas e em equipamentos; e/p

VI – impulso ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, visando a consolidar a base tecnológica, a aumentar a competitividade dos biocombustíveis na matriz energética nacional e a acelerar o desenvolvimento e a inserção comercial de biocombustíveis avançados e de novos biocombustíveis.

São instrumentos da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), entre outros:/p

I – as metas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na matriz de combustíveis de que trata o Capítulo III desta Lei;/p

II – os Créditos de Descarbonização de que trata o Capítulo V desta Lei;/p

III – a Certificação de Biocombustíveis de que trata o Capítulo VI desta Lei;/p

IV – as adições compulsórias de biocombustíveis aos combustíveis fósseis;/p

V – os incentivos fiscais, financeiros e creditícios; e/p

VI – as ações no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Os instrumentos previstos neste artigo, em relação às metas de redução das emissões mencionadas no inciso II do caput do art. 1o desta Lei, guardarão compatibilidade com as metas previstas para os demais setores… (Continua)/p

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